Olá pessoal,
Tem pouco tempo que fiz um
post falando o quanto eu me esqueço fácil das coisas.
Para minha satisfação, a matéria de capa da edição do mês de abril da revista
Superinteressante fala justamente sobre a memória e o “esquecimento global”. Não resisti, tive que comprar a revista e compartilhar o que li com vocês - antes que eu me esqueça. Hehehe

Vou colocar em tópicos o que pude captar e achei mais interessante:
- Nossa memória tem capacidade para uma infinidade de informações. Um (doido) matemático chinês chamado Yingxu Wang fez uma pesquisa para medir a capacidade do nosso cérebro em bits e descobriu que nossos 100 bilhões de neurônios são suficientes para armazenar cerca de 10 elevado a 8432 bits (gente, eu não sei colocar um número elevado aqui!), “Um infinito. Mesmo somando todas as informações contidas na internet, ou todos os elementos físicos do universo, não é possível alcançar esse número”;
- Mesmo com esse tamanho as informações competem por espaço na nossa cabeça;
- As memórias são formadas por conexões temporárias, ou permanentes entre os neurônios e cada vez que guardamos algo na memória ou tentamos nos lembrar, fazemos as conexões. Assim, quando você se lembra de algo pode acabar enfraquecendo outras memórias armazenadas no cérebro. “Estamos esquecendo cada vez mais as coisas importantes porque queremos lembrar cada vez mais das coisas sem importância”;
- De acordo com o diretor do centro de memória da PUC-RS, Ivan Izquierdo , “Esquecer faz parte de uma memória saudável”;
- Como já descrito pelo meu amigo Freud, sim, nós temos inconsciente! É aquele lugar da nossa mente onde guardamos nossas memórias e pensamentos reprimidos. E todas as nossas memórias, não só as reprimidas, passam pelo inconsciente antes de chegar à consciência. Mas não pense que tudo chega... O cérebro tem mecanismos para bloquear certas informações, não fosse isso saberíamos de tudo o que nos aconteceu durante a vida inteira, cada segundo;
- Essa é boa: Temos que ficar sem fazer nada pra ajudar nossa memória! Um grupo de voluntários para pesquisa sobre a memória foi dividido. Metade foi para o campo e a outra metade para a cidade e... O resultado daqueles que foram para a cidade era até 70% pior do que os que foram pro campo. As inúmeras informações que temos na cidade (poluição visual, sonora, etc) fazem nosso cérebro ficar em constante trabalho, mas o cérebro precisa ficar ocioso para consolidar as lembranças. Quando descansamos o cérebro começa a executar um monte de tarefas e entre elas consolidar as memórias;
- Quanto maior a quantidade de açúcar no sangue, pior a capacidade de memorização. A redução em 30% do consumo de calorias torna a memória 20% mais potente. “O declínio da memória a partir dos 40 anos está ligado à perda da nossa capacidade de regular os níveis de glicose no sangue”. Agora eu tenho mais um motivo para controlar minhas calorias!!!
- Quando a mãe é praticante de exercícios físicos os filhos têm uma memória melhor. Em uma pesquisa feita em laboratório, as ratinhas mais atléticas geram filhotes com mais memória. “Da mesma maneira que puxar ferro faz os braços crescerem, trabalhar a memória a deixa mais forte”. Vou virar rata de academia pros meus filhos não reclamarem!
Bem, mas e nós que não temos mães atléticas, comemos muito açúcar, vivemos na cidade grande chia de informações que não nos interessam, tentamos nos lembrar de coisas sem importância e continuamos não nos lembrando de nada, o que fazer????
“O segredo é exercitar as funções mentais um pouquinho todos os dias, para deixar sua memória preparada”
E mais: o neurologista Ivan Izquierdo firma que quando é questionado sobre o que fazer para melhorar a memória ele responde: “ler. Não há nada melhor”. Quando estamos lendo um texto o nosso cérebro usa intensamente a memória, pois ele precisa consultar uma enorme quantidade de informações guardadas na sua cabeça.
Viu? Leiam mais o meu blog, é bom pra memória!!! Hehehehe
Ah! Lá na revista tem uns exercícios para a memória, quem quiser, vale comprar.
beijos